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Março 25, 2024
HORTIFRUTI/CEPEA: Quais tendências hoje podem evoluir e se consolidar nas próximas décadas?
Confira a seguir as principais tendências que devem se consolidar nos próximos 20 anos, conforme as principais empresas globais de consultorias

Por Hortifruti Brasil
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Piracicaba, 25 - Confira a seguir as principais tendências que devem se consolidar nos próximos 20 anos, conforme as principais empresas globais de consultorias:

 

SUSTENTABILIDADE COLETIVA

As questões ambientais continuam a ser prioridade e são destacadas como a maior tendência a ser seguida nas próximas décadas. Preocupados com o futuro do planeta, a população está enfrentando um dilema climático, e de acordo com o relatório de Tendências Globais de Consumo 2024 da Mintel, ações sustentáveis individualizadas já não são mais suficientes para resolver os problemas climáticos que temos enfrentado. Dessa forma, os consumidores estão transferindo a responsabilidade para as grandes empresas. Atualmente, várias indústrias, em suas estratégias de negócios, incluem políticas de responsabilidade social que são desdobradas em ações com metas que priorizam temas econômicos, sociais e ambientais.

Por outro lado, existem ações individuais que cada vez mais crescem e se tornam coletivas, como por exemplo a dieta “plant-based, à base de vegetais. Esse tipo de alimentação, seja vegana ou vegetariana, não diz respeito apenas ao consumo de alimentos, mas a um estilo de vida. Um estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista Nature Food, já aponta que uma dieta vegana tem como consequência a emissão de 75% a menos de GEE (gases de efeito estufa), do que alimentações que são baseadas no consumo de carne animal. Além disso, os pesquisadores apontaram também que, o uso de recursos hídricos é poupado em 54%, e há também uma redução de 66% na perda de biodiversidade, quando comparado à pecuária tradicional. O número de adeptos a esse estilo de vida só aumenta, e um outro estudo realizado pela Allied Market Research apontou que em 2020, o mercado vegano foi avaliado em US$19,7 bilhões, com perspectivas de crescer pelo menos US$36,3 bilhões, até 2030. Dessa maneira, o setor de HF é fortemente abrangido pelo tema e pode evoluir junto a esta tendência.

 

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: IMITANDO O COMPORTAMENTO HUMANO POR MEIO DA TECNOLOGIA 

O uso cada vez maior de inteligência artificial (IA) está redefinindo as expectativas e o cotidiano dos consumidores. Eles esperam interações mais personalizadas, respostas instantâneas e serviços e produtos adaptados às suas preferências individuais. A IA é uma capacidade dos dispositivos e sistemas eletrônicos imitarem o pensamento e o comportamento humano, e é uma ferramenta que pode ser usada para melhorar o atendimento ao consumidor até a inovação de produtos. O setor de alimentos e bebidas é mais um segmento econômico que vem passando pela revolução da inteligência artificial, com várias oportunidades de negócio. O Sebrae destacou alguns exemplos de empresas do segmento de alimentos e bebidas que adotam o emprego da IA. Uma delas está no uso de algoritmos para modelar sabores de acordo com grupos específicos de consumidores. É o que faz o software da Gastrograph AI, que considera a faixa etária, classe econômica e etnia, entre outros elementos, para desenvolver sabores personalizados. Outra ação interessante por meio da IA é a reprodução de sabores, como as empresas que produzem alimentos que normalmente envolvem proteína animal, mas com ingredientes vegetais. É o caso da empresa chilena NotCo, fundada em 2015, que utiliza a IA para elaborar fórmulas de alimentos conhecidos, baseando-se apenas em ingredientes vegetais, imitando o sabor e a textura dos alimentos a serem replicados. As empresas que abraçam efetivamente a inteligência artificial não apenas aumentam sua eficiência, mas também criam laços mais estreitos com seus clientes, como prevê o Consumer Trends 2024, da Opinion Box.

 

SAÚDE MENTAL: busca por conexões interpessoais após períodos restritivos

A saúde e o bem-estar são incluídos em uma outra tendência bastante destacada nos principais relatórios de consultorias, e vem moldando o consumo global, conforme aponta o relatório da Euromonitor “Principais Tendências de Consumo Global 2024”. Mesmo passado o período mais crítico da pandemia de covid-19 e o aumento dos cuidados com a saúde, as pessoas continuam se preocupando em manter uma dieta mais rica em nutrientes. Mesmo que os consumidores tenham mais acesso a ferramentas de comunicação do que nunca, reforçado pelo período restritivo de pandemia nos últimos anos, que forçou a substituição das interações na vida real por conexões digitais, o excesso de mídias sociais, cadeias de texto e chamadas de vídeo levou ao estresse e ao esgotamento. Embora a saúde seja geralmente gerenciada por meio de dieta e exercícios, a conexão social também é essencial para a sobrevivência e, portanto, é um importante fator de saúde a ser mantido. No Brasil, 66% dos consumidores passam tempo com alguém de quem gostam como forma de lidar com o estresse. A Mintel detectou que 66% dos consumidores dos EUA afirmam que preferem passar o tempo livre com amigos/família em vez de sozinhos.

 

O QUE TEM NO MEU PRATO? DANDO IMPORTÂNCIA À PROCEDÊNCIA DO ALIMENTO

De acordo com o relatório Alimentos Industrializados 2030, do Ital/Abia, o aumento do valor nutricional de diversos produtos alimentícios industrializados tem sido realizado por meio da inovação tecnológica orientada conforme as tendências de consumo. Além disso, as empresas também vêm reformulando vários produtos para ficarem em conformidade com os acordos firmados com as autoridades da área de saúde. Também têm definido metas para a redução de açúcares, sódio e gorduras nos produtos. A nova legislação da rotulagem de alimentos industrializados já está em vigor no Brasil. Alimentos com propriedades funcionais correspondem a um nicho de mercado em expansão, segundo a consultoria Qualimentos Jr. da FZEA/USP. Estes alimentos possuem na sua composição química agentes que são capazes de auxiliar a saúde em diversos quesitos, como: prevenção de doenças crônicas degenerativas, melhora da função cardíaca, auxílio no sistema imunológico, ação anti-inflamatória, etc. Muitos dos compostos que promovem tais ações se encontram nas frutas e hortaliças em sua forma natural, como os licopenos no tomate e na melancia, luteína nas folhosas verdes, taninos nas maçãs, e mais uma infinidade deles. Dessa forma, uma opção para os agentes do setor é divulgar informações sobre estes produtos e os benefícios que cada um dos compostos presentes pode propiciar beneficamente no organismo humano.

Para saber mais sobre as tendências de consumo no Brasil, leia a matéria de capa completa da edição de março da revista Hortifruti Brasil.

Fonte: hfbrasil.org.br

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