17/05/2018

UVA/CEPEA: Exportações recuam nos primeiros meses da temporada

Aumento nos envios aos EUA não compensa a queda ao Oriente Médio

Por Henrique Aires e Letícia Julião
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Piracicaba, 17 – As exportações de uvas frescas, que são originadas predominantemente do Vale do São Francisco (PE/BA), foram 17,3% menores nos primeiros meses desta temporada (março e abril) frente à passada. A expectativa era de que, com a plena produção das áreas de novas variedades, as exportações no primeiro semestre fossem superiores às de 2017. Porém, em decorrência da elevada pluviosidade nestes primeiros meses do ano (aproximadamente 240 mm em Petrolina (PE), de acordo com o Inmet), tanto a qualidade quanto a produtividade de parte das áreas foram afetadas – em março, houve danos como rachadura de bagas. Mesmo as variedades mais resistentes à chuva tiveram a qualidade reduzida, situação que prejudicou os envios. Além desses fatores, a maior umidade aumentou a incidência de doenças e pragas, tornando necessário um maior número de pulverizações e aumento do custo.

Nesse contexto, o Brasil exportou 1,6 mil toneladas entre março e abril, uma queda de 17% frente aos mesmos meses de 2017 (dados da Secex) – deste volume, a União Europeia comprou 54%. A receita no período foi de US$ 3,9 milhões, queda de 20% no mesmo comparativo. Neste ano, por outro lado, houve um expressivo aumento de 212% do volume exportado para os EUA no período.

Mesmo com a manutenção dos envios à UE e o aumento à América do Norte, a expectativa inicial de aumento na exportação não se concretizou, por conta de uma acentuada queda de 98% nos envios ao Oriente Médio. Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, a região vinha obtendo uma boa parcela dos envios nacionais. Contudo, a menor qualidade das frutas neste primeiro semestre desmotivou os embarques aos países árabes, tendo em vista a viagem bastante extensa até o destino final (32 dias), já que ao desembarcar na região, as frutas poderiam apresentar problemas.

Neste mês, a maior parte dos embarques deve ser finalizada – da temporada do primeiro semestre. Nesse período de finalização dos envios, as atenções na região se voltam para as podas com foco nas exportações do segundo semestre, que ocorrem tradicionalmente entre setembro e novembro. Dessa forma, as podas devem ocorrer nos meses de maio a julho.

Fonte: hfbrasil.org.br e Secex

Tags: Cepea, exportações de uva, mercado internacional, secex, uva, uvas do Vale

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